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22 de out. de 2011

Uma exposição interacionista


Algo nada convencional aconteceu na XVII CIENTEC da UFRN. Pensando fazer uma exposição onde os visitantes participassem ativamente, o professor e artista plástico Marcos Andruchak realiza não só a exposição de suas obras, como também cede espaço para que os visitantes pintem seus quadros.


O professor que desde 2009 é vice-chefe do Departamento de Artes da UFRN (DEART), trabalha com pinturas muralistas. Foi através da ideia de arte pública e de pinturas em grande dimensões, que teve destaque com a criação do maior projeto de arte mural coletiva do país: “Andruchak Arte Brasil”. “A partir de 2009, comecei a participar das exposições, mas nesse ano foi o melhor de todos. O DEART teve mais stand’s, dessa forma, tivemos mais visibilidade” disse o artista.




Participaram da oficina de pintura diversas crianças e adultos, todos ficaram encantados com iniciativa do professor. Amarilis de Farias, 15, é estudante e disse que a iniciativa é algo novo, complementou que no ano anterior teria ido pra CIENTEC e não teve algo do tipo. Segundo ela, é uma ideia bem diferente.



Por Bruno Costa

Museu Câmara Cascudo comemora 50 anos com exposição


O Museu Câmara Cascudo comemorou 50 anos no fim de 2010 e, para aproveitar a ocasião, fez uma exposição de uma pequena parte do seu acervo em uma sala própria entre os muitos estandes montados para a CIENTEC 2011.


Atualmente fechado para reformas, que deram destaque especial à acessibilidade (inclusive com implantação de elevadores no edifício), e com reabertura prevista para o próximo ano, o museu já é conhecido dos visitantes assíduos do evento, já que sempre esteve entre as instituições presentes.


Neste ano, foi montada uma equipe própria para atuar na CIENTEC, que contou com Silena Rocha, 48, e Maria da Salete Silva, 58. Funcionárias do Museu, ambas respondem as dúvidas dos visitantes e entregam panfletos no local.




Em exposição, os destaques são o acervo de Pré-história brasileira, bem como a ênfase em aspectos próprios do Rio Grande do Norte, da economia à ciência e tecnologia, sem deixar de lado a cultura local.


Mais informações sobre o museu podem ser obtidas por meio do website (http://www.mcc.ufrn.br) ou por telefone (3342-4912).


Por Antonio Pinto

20 de out. de 2011

Balas, pipocas, pirulitos... Quem vai querer?


Ambulantes vêem na Cientec uma oportunidade de ganhar renda extra


Pensar no conceito de família sempre remete à união. Na família Alves, são três mulheres trabalhando juntas como vendedoras ambulantes durante a Cientec, comprovando essa definição. A mais velha, Maria das Graças Alves, tem 62 anos. Há aproximadamente dez, vende doces durante a Feira. Acompanhada por sua neta Rayane, de apenas dez anos, coloca seu carrinho com guloseimas de todos os sabores embaixo de uma árvore em frente aos primeiros pavilhões. A sua irmã, Maria Salete, 55 anos, se posta ao lado, com pipocas, pela primeira vez. Janaína, sobrinha das duas, também encontra lugar para o seu carrinho. Cada uma vende o seu produto.


Para dona Maria das Graças, a rotina durante a Cientec já é conhecida: chega às oito horas da manhã e só parte quando a festa termina. No evento, a alimentação delas não é adequada, fazem apenas um lanche. “A gente come um salgado, toma sorvete, refrigerante”, explicou. Segunda ela, o apurado no fim da semana é razoável e o trabalho, prazeroso. “Acho ótimo trabalhar aqui, adoro esse tipo de evento”, contou. Dona Maria das Graças sempre leva a neta para acompanhá-la. A menina, que quer ser dançarina quando crescer, fala que adora a Feira. Este ano, a escola onde estuda participa da Cientec com um stand. Além de ajudar a avó, ela tem a oportunidade de ver os amigos.


A estreante na Feira, dona Maria Salete, resolveu vir para o evento seguindo os passos da irmã. “Para onde ela vai, eu vou. É a minha irmã, vou estar sempre ao lado dela”, falou. A mãe das duas, falecida há um ano e quatro meses, foi quem deu início à “tradição”. Ela costumava vender doces durante os eventos realizados na UFRN. “Não tem um lugar dentro dessa Universidade que a minha mãe não conhecesse”, lembrou dona Salete.


Além de a Cientec possibilitar o contato com o conhecimento das ciências, tecnologia e cultura, também ajuda a promover a interação de membros de uma mesma família. Assim como acontece com a família Alves, muitas outras aproveitam o espaço para conseguir uma fonte de renda a mais.


Por Carolina Cunha Lima